O que um estilo de vida zen tem a ver com consumo?

Adotar uma vida mais tranquila transforma também os hábitos de compra.


Adotar um estilo de vida mais zen, com menos stress, mais autoconhecimento pode levar a transformações nos hábitos de consumo. Sim, é bem provável que pessoas que passam a levar a vida com mais tranquilidade comprem com mais consciência, questionando-se sobre a necessidade daquele produto e também sobre a origem. Pesquisa “Estilos de Vida 2019”, realizada pela Nielsen, mostrou que 42% dos brasileiros estão mudando seus hábitos para provocar menos impacto ao meio ambiente e 30% estão atentos aos ingredientes que compõem os produtos. Mas a questão é: quais são os novos itens adicionados à cesta dos adeptos do estilo zen? 


Thetahealing e uma nova profissão

Em 2016, a arquiteta Andrielly Schüelter, de Criciúma, começou a ter dúvidas se a profissão que ela havia escolhido era realmente o que queria para a sua vida. Numa busca por autoconhecimento, buscou terapias alternativas, como o Thetahealing. Andrielly não só se reencontrou como descobriu um novo talento e uma nova profissão. Passou de arquiteta para terapeuta e abriu, com o marido, a clínica Desperta OM.


Do FOMO para o JOMO

O movimento feito por Andrielly não é único. Ela faz parte de um grupo de pessoas que buscam estilos de vida mais leves e impactam vários negócios. Na pesquisa 10 Principais Tendências Globais de Consumo 2019, a Euromonitor mostra que estamos saindo do momento FOMO (Fear of Missing Out), do medo de ficar de fora de algo, para o JOMO (Joy of Missing Out), que é a alegria de não participar. Esta mudança de postura indicada na pesquisa Euromonitor mostra uma busca pelo bem-estar mental e o encontro consigo mesmo. 


Mudanças na casa e no ambiente de trabalho

A escolha por este novo estilo de vida, mais desconectado, impacta diretamente na forma de consumir. A própria Andrielly se diz mais consciente. “A mudança é gradativa, mas vamos deixando de fazer aquilo que não faz mais sentido”, explica. “Passamos a ter uma visão mais clara de nós mesmos e do que está ao nosso redor”.

Como terapeuta, Andrielly conta que as pessoas que buscam este reencontro pessoal começam a mexer nos próprios hábitos e depois passam a fazer mudanças na casa e no ambiente de trabalho. “Tudo precisa estar em harmonia e, para isto, usamos cristais, pedras, aromas, plantas…”, revela. 


Óleos essenciais na lista zen

Estas alterações de ambientes e no próprio ritmo de vida acabam gerando novos negócios. Foi com a perspectiva de oferecer produtos para o bem-estar que a arquiteta Tatiana Mussi criou, junto com o marido, a loja Alecrim Dourado Aromas, em Criciúma. Incensos, velas aromáticas, sabonetes e sprays sempre fizeram parte do mix de produtos, mas nos últimos tempos, Tatiana percebeu a procura por novos itens ligados à práticas de autocuidado. 


“Os óleos essenciais para colocar em cremes de massagem ou para usar em momentos de meditação estão muito procurados”, aponta a arquiteta. Ela conta que o momento do banho está cada vez mais valorizado, impulsionando a venda dos óleos e também de sabonetes. “É quando a pessoa se desliga, está totalmente desconectada”, explica.

A arquiteta Tatiana Mussi vem notando que as pessoas estão adotando rituais, tanto de espiritualidade como de relaxamento. Estes novos hábitos mexem com a loja Alecrim Dourado Aromas. “Percebemos um crescimento de 30% na procura por produtos utilizados neste rituais”, conta.


Com o interesse dos clientes vem a busca por novos itens. “Incensos nós sempre tivemos, mas ampliamos as opções de aromas. Incluímos colares aromáticos e outros produtos ligados à meditação. As pessoas começam a pedir e nós vamos atrás”.


Fonte: http://www.engeplus.com.br/noticia/lifestyle-consumo/2019/o-que-um-estilo-de-vida-zen-tem-a-ver-com-consumo

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